Categoria: sara augusto
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O meu lugar

To me, photography is an art of observation. It’s about finding something interesting in an ordinary place… I’ve found it has little to do with the things you see and everything to do with the way you see them. Elliott Erwitt Há lugares que me pertencem. Que estão dentro de mim. Nasci e cresci à medida…
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Into the light

Luz opaca onde as asas se ferem e o voo fica suspenso. Ana de Santa Cruz, Fábulas Octávio Paz, em 1973, no texto La mirada anterior, Prólogo a Las enseñanzas de Don Juan, de Carlos Castaneda, a propósito de uma curiosa citação de Michaux sobre o receio da “demasiada” publicação das suas obras, afirma: “Es…
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Nunca viste o mesmo céu

Nunca houve esta hora, nem esta luz, nem este meu ser. Amanhã o que for será outra coisa, e o que eu vir será visto por olhos recompostos, cheios de uma nova visão. Livro do Desassossego (fragmento 94). Sabes quantas vezes mais verás a primavera? Quantas vezes mais verás as rosas florir às dezenas no…
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A delícia da vida

(…) E eu morrendo! E eu morrendo, Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo Tão bela palpitar nos teus olhos, querida, A delícia da vida! A delícia da vida! Olavo Bilac, In extremis (…) O que adoro em ti lastima-me e consola-me: O que eu adoro em ti é a vida!…
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The question
*** Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras. Machado…
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Skyfall

Well, I like to do some things the old-fashioned way. (James Bond) Sometimes the old ways are best. (Eve) Skyfall, 2012. Fico muitas vezes quieta a ver o céu e o bailado das nuvens tocadas pelo sol do fim do dia. Únicas e infinitas, cavalinhos a correr pelo azul, tartarugas lentas, navios naufragados, ramas…
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Mirror, my mirror

*** Soprou e rompeu-se o fio. A partir de agora vou ser o caos, disse a aranha, castanha, quase ruiva, do tamanho de um botão. E o mundo dela mudou. Passei e vi como mudava. Acabou enrolada no caos, exausta, depois de horas exultantes de fios soltos ao vento. Fotografei o caos da aranha. Mirror, my mirror.
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Sunset flower

*** Para mim o insólito tem a ver com um processo mais ou menos nítido de desmarginalização. Esbater linhas que definem limites. Criar espaços ambíguos. E… sempre, criar novos sentidos.
