Categoria: Literatura barroca
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Rosa, rainha das flores

Sabe-me muito bem voltar à literatura barroca, sobretudo à alegoria, mais ainda nos nossos tempos, e verificar como os avisos de escritoras como Soror Maria do Céu se mantêm tão atuais. Não admira, podemos pensar: é a condição humana que não muda. Em Obras Várias e Admiráveis, desta que foi por duas vezes abadessa do Convento…
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Tu, cristal em chamas derretido

(…) Tu, que em um peito abrasas escondido, Tu, que em um rosto corres desatado, Quando fogo em cristais aprisionado, Quando cristal em chamas derretido, Se és fogo, como passas brandamente? Se és neve, como queimas com porfia? (…) Gregório de Matos, do soneto ”Ardor em firme coração nascido!” Não, não havia fogo. Até…
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Vanitas

Esta citação do Peregrino da América é uma entre muitas na multiplicidade da ficção alegórica e moral do barroco. Oh caduca belleza! Oh falsa vaidade! Como te considero tão depressa arruinada! De que te serviu a vida estribada em um engano com alentos de uma respiração, se havias de morrer de um suspiro? Ah infeliz!…
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Vita brevis
Glórias, que hão de ser de tão pouca dura, para que é possuí-las? Felicidades tão momentâneas, para que é estimá-las? Formosura, que tão depressa se afeia, para que é idolatrá-la? Vida, que tão brevemente se acaba, porque que é prezá-la? Nuno Marques Pereira Compêndio Narrativo do Peregrino da América (1939, I: 284-285) Nos dias 26 e…
Sara Augusto
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O Diabo Coxo continua a ser um manuscrito misterioso. A publicação desta primeira página do manuscrito serve propósitos muito específicos. Mas também serve para dar logo uma primeira ideia da irreverência da escrita e do enredo, capaz de moralizar mesmo quando apresentada por um diabo… coxo.
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Sobre o desengano barroco
*** La perspectiva de desengaño se fundamenta en el tiempo y la muerte. Se siente la angustia del existir como camino hacia la muerte: «sepultura portátil» llamará Quevedo al cuerpo. La vida es un sueño; la apariencia de riqueza y poder, una vanidad. Ignacio Arellano, «Introducción» a Poesía del Siglo de Oro (Antología), Madrid, Editex, 2009, 11.…
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Emblemática e ficção
*** Para mover a sí y a otros, se han de amplificar las cosas y hacer descripción de ellas tan al vivo y como si las viésemos y luego saldrán los afectos […] piense el orador y pase por la fantasía imágenes que representen las cosas que se han de tratar, porque mucho más mueve…
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Metamorfoses da santidade
*** Casos, opiniões, natura e uso Fazem que nos pareça desta vida Que não há nela mais que o que parece. Camões, Soneto “Correm turvas as águas deste rio” A releitura de Orbe Celeste, de Soror Madalena da Glória, publicado em 1742, foi o motivo para o terceiro artigo na série Teografias. Começou assim: “A conferência…
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Rimas, poesia e hagiografia
*** A Ti busque, a Ti ache, a Ti me entregue Com tam intenso amor, com tal vontade, Que nunca mais de ti me desapegue. Várias Rimas ao Bom Jesus, 1770, p. 11 Duas recensões sobre literatura barroca na Revista de Estudos Literários, prestigiada edição do Centro de Literatura Portuguesa. Consultar PDF: aqui. “Poesia e…
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Figuras da ficção
*** Sara Augusto. As figuras da ficção romanesca do maneirismo e do barroco: problemas e exemplos. Limite. nº 7, 2013, pp. 83-98 [ISSN: 1888-4067]. Resumo As considerações tecidas neste trabalho pretendem mostrar como entre diferentes períodos literários a figuração das personagens apresenta idiossincrasias que devem ser consideradas. Mostra-se como fatores contextuais determinaram a dimensão das personagens…