Vanitas

  Esta citação do Peregrino da América é uma entre muitas na multiplicidade da ficção alegórica e moral do barroco. Oh caduca belleza! Oh falsa vaidade! Como te considero tão depressa arruinada! De que te serviu a vida estribada em um engano com alentos de uma respiração, se havias de morrer de um suspiro? Ah infeliz! […]

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Vita brevis

Glórias, que hão de ser de tão pouca dura, para que é possuí-las? Felicidades tão momentâneas, para que é estimá-las? Formosura, que tão depressa se afeia, para que é idolatrá-la? Vida, que tão brevemente se acaba, porque que é prezá-la? Nuno Marques Pereira Compêndio Narrativo do Peregrino da América (1939, I: 284-285) Nos dias 26 e […]

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Emblemática e ficção

*** Para mover a sí y a otros, se han de amplificar las cosas y hacer descripción de ellas tan al vivo y como si las viésemos y luego saldrán los afectos […] piense el orador y pase por la fantasía imágenes que representen las cosas que se han de tratar, porque mucho más mueve […]

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Emblematica and fiction

*** (…) era em campo de ouro um Pelicano ferindo o peito sobre os tenros filhos, e ao pé dizia esta letra: ‘à custa de minha vida / sustento a de meus cuidados’. Francisco Rodrigues Lobo, Primavera (Floresta Nona) *** Num contexto cultural e artístico dominado pelo investimento em estruturas visuais de grande impacto, que […]

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Emergir

Não fui eu quem escreveu tristinfinitamente. Luís Belo, emergir, medíocre, 2013, p. 12. Percorro lentamente as páginas a sépia e a preto e branco de emergir. Lembro-me muito bem da primeira vez que vi o Luís Belo e as suas fotografias de Viseu. Foi na Fnac, como resultado de sucesso num concurso fotográfico. Fui sabendo […]

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Mui comprida de soberba

Confesso. É só uma pontinha, assim miudinha, quase imperceptível… mas tem nome e chama-se vaidade. E lá estão pelo menos cinco volumes, alinhadinhos, entre o meu casal de Sargadelos, todos iguaizinhos, a dizerem que já cá estão e com muito gosto! Matias de Andrade não fala de «vaidade» mas fala abundantemente da «soberba», quase sinónimo. […]

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Agudeza fingida

Sempre gostei desta expressão utilizada por Baltasar Gracián, a «agudeza fingida», utilizada no Tratado segundo de la agudeza compuesta, no Discurso LV, última parte da Agudeza y arte de ingenio, publicado pela primeira vez em Madrid, em 1642 (Baltasar Gracián, «Agudeza y arte de ingenio», in Obras Completas, Madrid, 1944). Pela ficção, anunciada como processo […]

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