Etiqueta: Literatura barroca
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Rosa, rainha das flores

Sabe-me muito bem voltar à literatura barroca, sobretudo à alegoria, mais ainda nos nossos tempos, e verificar como os avisos de escritoras como Soror Maria do Céu se mantêm tão atuais. Não admira, podemos pensar: é a condição humana que não muda. Em Obras Várias e Admiráveis, desta que foi por duas vezes abadessa do Convento…
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Tu, cristal em chamas derretido

(…) Tu, que em um peito abrasas escondido, Tu, que em um rosto corres desatado, Quando fogo em cristais aprisionado, Quando cristal em chamas derretido, Se és fogo, como passas brandamente? Se és neve, como queimas com porfia? (…) Gregório de Matos, do soneto ”Ardor em firme coração nascido!” Não, não havia fogo. Até…
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Alma de sete cores
Tinha o céu da minha alma as sete cores, valia-me este mundo um paraíso, destilava-me a alma um doce riso, debaixo de meus pés brotavam flores! (João de Deus, “A Vida”) No dia 26 de fevereiro vou falar sobre João de Deus, a “alma de sete cores”, numa das salas do Museu Nacional Grão Vasco,…
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Vanitas

Esta citação do Peregrino da América é uma entre muitas na multiplicidade da ficção alegórica e moral do barroco. Oh caduca belleza! Oh falsa vaidade! Como te considero tão depressa arruinada! De que te serviu a vida estribada em um engano com alentos de uma respiração, se havias de morrer de um suspiro? Ah infeliz!…
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Vita brevis
Glórias, que hão de ser de tão pouca dura, para que é possuí-las? Felicidades tão momentâneas, para que é estimá-las? Formosura, que tão depressa se afeia, para que é idolatrá-la? Vida, que tão brevemente se acaba, porque que é prezá-la? Nuno Marques Pereira Compêndio Narrativo do Peregrino da América (1939, I: 284-285) Nos dias 26 e…
Sara Augusto
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Emblemática e ficção
*** Para mover a sí y a otros, se han de amplificar las cosas y hacer descripción de ellas tan al vivo y como si las viésemos y luego saldrán los afectos […] piense el orador y pase por la fantasía imágenes que representen las cosas que se han de tratar, porque mucho más mueve…
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Metamorfoses da santidade
*** Casos, opiniões, natura e uso Fazem que nos pareça desta vida Que não há nela mais que o que parece. Camões, Soneto “Correm turvas as águas deste rio” A releitura de Orbe Celeste, de Soror Madalena da Glória, publicado em 1742, foi o motivo para o terceiro artigo na série Teografias. Começou assim: “A conferência…
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Figuras da ficção
*** Sara Augusto. As figuras da ficção romanesca do maneirismo e do barroco: problemas e exemplos. Limite. nº 7, 2013, pp. 83-98 [ISSN: 1888-4067]. Resumo As considerações tecidas neste trabalho pretendem mostrar como entre diferentes períodos literários a figuração das personagens apresenta idiossincrasias que devem ser consideradas. Mostra-se como fatores contextuais determinaram a dimensão das personagens…
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“Doze novelas” para as Figuras da Ficção 4: colóquio internacional
***** Uso de deidades, adorações, sacrifícios, entregos da alma, e outros hipérboles introduzidos como licenças poéticas, frases amorosas, e não em verdadeiro sentir, enquanto são gala do dizer e não desvios do sentir católico; isto, e tudo o mais, sujeito à censura da Igreja como filho dela. Gerardo de Escobar, Doze novelas, “Protestação do Autor”.…
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Peregrino do Paraíso: gramática da criação
O número 2 da revista Teografias, de 2012, foi um dos mais interessantes, com o tema Gramáticas da Criação: Adão, Eva e outros mitos. Para este artigo fui buscar uma das narrativas barrocas mais significativas e dei-lhe por título “Peregrino do Paraíso: o compêndio narrativo de Nuno Marques Pereira“. Foi uma revisitação bem interessante e…
Sara Augusto
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