Categoria: sara augusto
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Impérios do tempo
*** Nunca mais a tua face será pura limpa e viva nem teu andar como onda fugitiva se poderá nos passos do tempo tecer. E nunca mais darei ao tempo a minha vida. A história de Carlos V é magnífica. Filho de Joana, a Louca, terceira filha dos Reis Católicos, e de Filipe, o Belo, o imperador…
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Depois do fado
*** Quando fotografei a Cristiana não esperava muito das fotografias: a luz era má e eu sabia que o ruído seria muito. Não falei com ela antes, mas pareceu-me tão menina. As fotografias mostraram-me muito mais: há qualquer coisa nela de blues, jazz and soul, que me deixa à espera do futuro. Por agora a…
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Íntimo do mundo

As palavras soçobram rente ao muro A terra sopra outros vocábulos nus Entre os ossos e as ervas, uma outra mão ténue refaz o rosto escuro doutro poema António Ramos Rosa, in A Nuvem Sobre a Página *** Era assim que eu queria escrever, num instante de luz e sombra, mas não sei fazê-lo. Como…
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Via aurea
Como tirar estas fotografias em vinte e oito passos. Ir à Casa da Escrita para a inauguração da exposição escreler, do Manuel Portela (depois falo sobre isso). Levar a máquina fotográfica. Assistir a uma espantosa performance do Manuel. Tirar bastantes fotografias. Sair mais cedo por causa da viagem. Dar de caras com um sol poente indeciso…
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Encomenda prodigiosa

Em 1722, D. Luís Caetano de Lima, dedicava o seu manuscrito da Relação da Corte de Roma, a D. João V. Escreveu o seguinte: Senhor, ponho aos reaes pés de Vossa Magestade as observaçoens que fiz em onze mezes de tempo assim sobre a cidade e corte de Roma, como sobre os mais dominios do Papa. A…
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My serene and happy reign in the Alhambra
My serene and happy reign in the Alhambra was suddenly brought to a close by letters which reached me, while indulging in Oriental luxury in the cool hall of the baths, summoning me away from my Moslem elysium to mingle once more in the bustle and business of the dusty world. How was I to…
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Que as manhãs tenham orvalho
Mal fora iniciada a secreta viagem um deus me segredou que eu não iria só. Por isso a cada vulto os sentidos reagem, supondo ser a luz que deus me segredou. David Mourão-Ferreira “Inscrição sobre as ondas”, em A secreta viagem. Que as manhãs tenham orvalho. Que o chão esteja seguro quando eu pousar os pés…
