Metamorfoses da santidade

O António Manuel sabe que o tema desde colóquio, “metamorfoses da santidade”, não me passaria nunca ao lado. Por muitos motivos, mas sobretudo pelas simpatias da alma que me ligam à literatura espiritual barroca, que constitui um vasto manual para esse estado de conformidade entre a vontade do homem e a vontade de Deus. Contudo, […]

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Estrada interior

O António José Coelho é um homem gentil. Está mais habituado a ler o que escrevo do que a ouvir-me… e os meus textos não são gagos. Quando foi o lançamento da Guerra Interior em Viseu, falámos na possibilidade de fazer duas entrevistas. Uma está feita, esta de que indico as ligações. Estava ansiosa, pois então. […]

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Crónica de Feaglar

Matei os falsos sorrisos, silenciei as mentiras, vinguei as afrontas, as injustiças… Quando a minha inocência morreu, morreram aqueles que as destruíram. Pedro Ventura, O Regresso dos Deuses, p. 253 Já me encontrei com o Pedro Ventura há mais de um mês na Biblioteca Municipal de Viseu. Ele tinha na mão a reedição de Goor […]

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Da sátira ao moralismo

Poco es conquistar el entendimiento si no se gana la voluntad. B. Gracián, El Heróe: Discurso XII. Acabei de reler a citação do jesuíta espanhol em A sátira e o engenho (1989), de João Adolfo Hansen, obra fundamental para o estudo da sátira no período barroco, sobretudo no que diz respeito à poesia satírica de […]

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O voo das andorinhas

A minha vida é tudo menos rotineira. Já me queixei quando o era, mas na verdade nunca o foi verdadeiramente. Pois é disso que hoje me queixo, de não ter rotina que me permita fazer render mais o meu tempo. Mas também é com isso que me alegro, com a possibilidade de viver sempre novas […]

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Cartografia do barroco e do neobarroco

Foi hoje, pelas 16 horas, no Centro de Literatura Portuguesa, a conferência de Vincenzo Russo, professor da Universidade de Milão. O título era mais do que sugestivo e suficientemente provocador: Cartografia conceptual do Barroco e do Neobarroco na literatura portuguesa do século XX. De uma forma concisa e didáctica, Vincenzo Russo cobriu 5o anos que […]

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Emergir

Não fui eu quem escreveu tristinfinitamente. Luís Belo, emergir, medíocre, 2013, p. 12. Percorro lentamente as páginas a sépia e a preto e branco de emergir. Lembro-me muito bem da primeira vez que vi o Luís Belo e as suas fotografias de Viseu. Foi na Fnac, como resultado de sucesso num concurso fotográfico. Fui sabendo […]

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Mui comprida de soberba

Confesso. É só uma pontinha, assim miudinha, quase imperceptível… mas tem nome e chama-se vaidade. E lá estão pelo menos cinco volumes, alinhadinhos, entre o meu casal de Sargadelos, todos iguaizinhos, a dizerem que já cá estão e com muito gosto! Matias de Andrade não fala de «vaidade» mas fala abundantemente da «soberba», quase sinónimo. […]

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