A excelência da subversão

Obras de Misericórdia? perguntou Floriteia, “entendo-as em mui diferente sentido que aquele comum, que lhe deu este nome, assim não tenho nenhuma devoção com elas, nem hei-de ter nenhum exercicio”. Agravo e desgravo da Misericórdia, BPMP, ms, fl. 1v. Da subversão nasce a imaginação? Ou o processo é inverso? Artigo em construção: As figuras da ficção … More A excelência da subversão

Estrada interior

O António José Coelho é um homem gentil. Está mais habituado a ler o que escrevo do que a ouvir-me… e os meus textos não são gagos. Quando foi o lançamento da Guerra Interior em Viseu, falámos na possibilidade de fazer duas entrevistas. Uma está feita, esta de que indico as ligações. Estava ansiosa, pois então. … More Estrada interior

Os turcos de Jorge Amado e de Tatiana Salem Levy

Estou a acabar mais um artigo sobre os romances da Tatiana Salem Levy. Foi um belo pretexto para rever uma das minhas novelas preferidas de Jorge Amado. O artigo começa assim: A acreditar-se nos historiadores ibéricos, sejam espanhóis, sejam portugueses, a descoberta das Américas pelos Turcos, que não são turcos coisíssima nenhuma, são árabes de … More Os turcos de Jorge Amado e de Tatiana Salem Levy

Apresentação da “Guerra Interior”, Viseu

Sábado, pelas 15.30h, na Igreja do Seminário Maior, vai ser o lançamento da edição do manuscrito Guerra Interior, da autoria do Pe. Matias de Andrade, oratoriano que foi no século XVIII da casa de Freixo-de-Espada-à-Cinta, obra que resultou da parceria da Quartzo Editora com o Centro de Literatura Portuguesa. Já foi feita a primeira apresentação … More Apresentação da “Guerra Interior”, Viseu

A chave e os rios

Escritoras representativas da literatura brasileira no início do século XXI. Realização: CLEPUL, Mestrado em Estudos Brasileiros (FLUL-ICS) e Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Apoio: Embaixada do Brasil 7 março Quinta-feira, Faculdade de Letras, sala 2.13, 17-20h. Sara Augusto, A chave e os rios: alegoria nos romances de Tatiana Salem Levy. Não … More A chave e os rios

À procura de imagens: Roma

Quinta e sexta feira, na Universidade do Minho, decorre o colóquio O Imaginário das Viagens. Literatura, Cinema e Banda Desenhada, no auditório do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH), organizado pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM). A minha intervenção, com o título À procura de imagens: Roma nas «relações» portuguesas … More À procura de imagens: Roma

Mui comprida de soberba

Confesso. É só uma pontinha, assim miudinha, quase imperceptível… mas tem nome e chama-se vaidade. E lá estão pelo menos cinco volumes, alinhadinhos, entre o meu casal de Sargadelos, todos iguaizinhos, a dizerem que já cá estão e com muito gosto! Matias de Andrade não fala de «vaidade» mas fala abundantemente da «soberba», quase sinónimo. … More Mui comprida de soberba

Agudeza fingida

Sempre gostei desta expressão utilizada por Baltasar Gracián, a «agudeza fingida», utilizada no Tratado segundo de la agudeza compuesta, no Discurso LV, última parte da Agudeza y arte de ingenio, publicado pela primeira vez em Madrid, em 1642 (Baltasar Gracián, «Agudeza y arte de ingenio», in Obras Completas, Madrid, 1944). Pela ficção, anunciada como processo … More Agudeza fingida

Qual outro cume do monte Olimpo (1740-1765)

«Em 1740, a Congregação do Oratório conhecia um novo impulso em Viseu, com a eleição de D. Júlio Francisco de Oliveira, o primeiro bispo oratoriano português, a quem Matias de Andrade dedica a Guerra Interior. Conhecedor da vivência urbana e de uma corte marcada pela ostentação, com fortes ligações ao poder real e aos círculos … More Qual outro cume do monte Olimpo (1740-1765)