Depois do fado

*** Quando fotografei a Cristiana não esperava muito das fotografias: a luz era má e eu sabia que o ruído seria muito. Não falei com ela antes, mas pareceu-me tão menina. As fotografias mostraram-me muito mais: há qualquer coisa nela de blues, jazz and soul, que me deixa à espera do futuro. Por agora a […]

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Íntimo do mundo

As palavras soçobram rente ao muro A terra sopra outros vocábulos nus Entre os ossos e as ervas, uma outra mão ténue refaz o rosto escuro doutro poema António Ramos Rosa, in A Nuvem Sobre a Página *** Era assim que eu queria escrever, num instante de luz e sombra, mas não sei fazê-lo. Como […]

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Escreler

*** Existem as palavras. Existem as palavras ditas, as palavras pensadas, as palavras escritas, as palavras supostas. E existe um tempo. E assim existe um espaço. Espaços. E existe a escrita. Que dá corpo. Que dá matéria. Que alonga as pontes entre o escrever e o ler. Escreler, de Manuel Portela. Na Casa da Escrita, […]

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Via aurea

Como tirar estas fotografias em vinte e oito passos. Ir à Casa da Escrita para a inauguração da exposição escreler, do Manuel Portela (depois falo sobre isso). Levar a máquina fotográfica. Assistir a uma espantosa performance do Manuel. Tirar bastantes fotografias. Sair mais cedo por causa da viagem. Dar de caras com um sol poente indeciso […]

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Libreria del Viaggiatore

*** Travel has no longer any charm for me. I have seen all the foreign countries I want to except for heaven and hell, and I have only a vague curiosity as concerns one of those.  Mark Twain, The Complete Letters of Mark Twain, Echo Library, 2007. Diz Lamartine na sua Voyage en Orient, publicada em 1835: Il […]

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Aleg(o)ria

Le plus grand mystère est que nous tirions de nous-mêmes des images assez puissantes pour nier notre néant. A. Malrauz, La condition humaine. Falo melhor quando falo do que gosto, daquilo que já se entranhou dentro de mim e continua a fazer-me descobrir coisas novas, desafios diferentes. Foi o que aconteceu ontem, sem saber bem […]

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Encomenda prodigiosa

Em 1722, D. Luís Caetano de Lima, dedicava o seu manuscrito da Relação da Corte de Roma, a D. João V. Escreveu o seguinte: Senhor, ponho aos reaes pés de Vossa Magestade as observaçoens que fiz em onze mezes de tempo assim sobre a cidade e corte de Roma, como sobre os mais dominios do Papa. A […]

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