Categoria: Literatura barroca
-
Narrativas da paisagem
Por que é que um manuscrito datado de 1532 é copiado dois séculos depois, no correr do século XVII ou nos inícios do século XVIII? Quem foi este viajante que, saindo de Lisboa, visitou as principais cortes da Europa, onde viviam princesas de Portugal, como D. Beatriz, como D. Isabel, mulher do poderoso Carlos V?…
-
Mui comprida de soberba
Confesso. É só uma pontinha, assim miudinha, quase imperceptível… mas tem nome e chama-se vaidade. E lá estão pelo menos cinco volumes, alinhadinhos, entre o meu casal de Sargadelos, todos iguaizinhos, a dizerem que já cá estão e com muito gosto! Matias de Andrade não fala de «vaidade» mas fala abundantemente da «soberba», quase sinónimo.…
Sara Augusto
-
Agudeza fingida
Sempre gostei desta expressão utilizada por Baltasar Gracián, a «agudeza fingida», utilizada no Tratado segundo de la agudeza compuesta, no Discurso LV, última parte da Agudeza y arte de ingenio, publicado pela primeira vez em Madrid, em 1642 (Baltasar Gracián, «Agudeza y arte de ingenio», in Obras Completas, Madrid, 1944). Pela ficção, anunciada como processo…
-
Qual outro cume do monte Olimpo (1740-1765)
«Em 1740, a Congregação do Oratório conhecia um novo impulso em Viseu, com a eleição de D. Júlio Francisco de Oliveira, o primeiro bispo oratoriano português, a quem Matias de Andrade dedica a Guerra Interior. Conhecedor da vivência urbana e de uma corte marcada pela ostentação, com fortes ligações ao poder real e aos círculos…
-
Emblematic talks: Stirling Maxwell Centre
Há lugares, páginas, investigações, pessoas, textos, imagens, gravuras, que têm uma matriz comum: a emblemática. A Universidade de Glasgow continua a ser a referência dos estudos emblemáticos e torna-se imprescindível passar pelo Glasgow University Emblem Website, pelo Stirling Maxwell Centre for the Study of Text/Image Cultures, com um conjunto de actividades de uma coerência, de…
-
Não mais amarei quem possa morrer

Nunca mais amarei quem não possa viver sempre, porque eu amei como se fossem eternos a glória, a luz e o brilho do teu ser… Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal, Sophia de Mello Breyner Tenho em mãos a arguição de um projecto de doutoramento subordinada ao tema da…
-
Um mundo interior abreviado dentro de si mesmo
Sara Augusto. «Para a ‘perfeita ordem e harmonia na república da alma’. A Guerra Interior, de Matias de Andrade (1743)». In A Guerra Interior de Matias de Andrade (1743). Viseu, Quartzo / CLP: 15-18. «Não é fácil definir de forma exclusiva o género da Guerra Interior, uma vez que, assentando numa narrativa simples, onde as…
-
Fragmentos de uma edição

Marta Teixeira Anacleto. «Nota prefacial». A Guerra Interior, de Matias de Andrade (1743). Viseu, Quartzo / CLP, 2012, pp. 9-13. «Editar, em 2012, o manuscrito da Guerra Interior, escrito em 1743 pelo Padre Matias de Andrade da Congregação do Oratório de Freixo de Espada à Cinta, pode, à partida, parecer um exaustivo exercício académico ou…
-
Padre Matias de Andrade (1680-1747, Congregação do Oratório)
Sara Augusto. «Para a ‘perfeita ordem e harmonia na república da alma’. A Guerra Interior, de Matias de Andrade (1743)». In A Guerra Interior de Matias de Andrade (1743). Viseu, Quartzo / CLP: 15-18. O manuscrito da Guerra Interior, datado de 2 de Maio de 1743, é da autoria do Padre Matias de Andrade, da…
Sara Augusto
Bartolomeu de Quental, Casa do Freixo, Castelo Rodrigo, Centro de Literatura Portuguesa, Congregação do Oratório, Eugénio dos Santos, José de Caldas, Literatura espiritual, Manuel da Guerra, Manuscrito, Matias de Andrade, Narrativa, Quartzo, Sara Augusto, Telmo Verdelho, Teologia, Tratado espiritual -
Guerra interior
Em Guerra interior, do Padre Matias de Andrade, Oratoriano de Freixo-de-Espada-à-Cinta, retoma-se um dos temas mais antigos da espiritualidade humana. Na altura em que a edição está quase pronta, resolvi ir apresentando o texto e o seu autor. Hoje fica a capa da edição, da responsabilidade da Rute Augusto, mais um trabalho bem conseguido pela…