Inquietude

 

Não
não te mexas, não fales, não respires
não sintas

Fica quieta
fica inteira

E mesmo assim
as horas hão de achar forma
de soprar
e de espalhar
a inquietude de que és feita.

Ana de Santa Cruz, Poema III, Fábulas.

Uma resposta a “Inquietude”

  1. […] levou a esta fotografia, uma das minhas preferidas. Já fotografei dentes de leão algumas vezes (aqui) e a simbologia de uma flor que se desfaz com o sopro não podia escapar à minha mundividência […]

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