E, aqui dentro, o silêncio…E este espanto! e este medo!
(Olavo Bilac, In extremis)
Poema II
Caminho leve
respiro mais leve ainda
Toco as pedras antigas
o musgo molhado
as rosas de inverno
Sinto a chuva miúda
quase névoa, quase pranto,
correr as flores do limoeiro
Não há ruído, não há silêncio
e lá dentro, no pensamento,
só este espanto
só este medo.
Ana de Santa Cruz, Texturas, II

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