Gosto de fotografar flores porque elas estão quietas. Não se mexem, não fecham os olhos, não movem inesperadamente a cara nem as mãos . Gosto de fotografá-las também porque são o laboratório possível, disponível, para as minhas experiências de controlo e de conhecimento da máquina fotográfica. E gosto de editá-las, de revelar as cores e as formas que me chamaram a atenção, muitas vezes insólitas.
Estava um dia de sol quando tirei estas fotografias, logo depois do Natal. Saí de casa da minha mãe, tinha a máquina no carro, e entre dois jardins repeti algumas experiências entretanto falhadas e deitadas fora. Mas estas ficaram, além de outras, arrumadas em pastas que hão-de esperar por tempo livre suficiente. Não têm segredo nenhum… todos sabem tirar estas fotografias, potenciando os resultados, ainda assim sempre surpreendentes, da abertura de uma lente vulgar. Não são de mestre. São apenas bonitas.
São bonitas como as cores que tinham num dia de sol invernoso, revelando ainda humidade nos caules, nas sombras, no barro, nos frutos e nas sementes. Foi assim que as olhei, foi assim que vi nelas a beleza de todos os dias.
Deixe um comentário