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Noir

There’s no la vie en rose in film noir. João de Mancelos, Getting away with murder… Noir Estou de volta, disse. E alongou o corpo pela escada pela parede pelo chão. Voltaste. Sombra cal solta e amarela ferro gasto sem ilusão. Ana de Santa Cruz, Apólogos da sombra, I.
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O passion, my passion

Somos seres cheios de paixão. Walt Whitman O passion, my passion Hoje quero palavras em cascata em volutas em labirinto Palavras encadeadas sem arestas moldadas ao que sinto Palavras longas que passem rios e montes e toquem o teu rosto E te gritem encostadas aos teus olhos coladas nos teus lábios largadas no teu corpo…
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Em casa
Dia 8 passado foi Dia do Fotógrafo. Eu não sabia e não fosse ter passado pela página de amigos cujo talento fotográfico é por demais reconhecido, ou pela Secção de Fotografia da AAC, também não estaria a falar disto. Uma das páginas por que passei foi a do Carlos Reveles, com o qual comentei que…
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Viridiarium by sara a.
Vou perdendo a ilusão da quietude das flores. A luz nunca é a mesma e qualquer hera rasteira (mas obviamente impressionista…) parece mudar de cor, de textura, de forma… que quase receio que desapareça de uma hora para a outra. Estranho o que os meus olhos me dão a ver. Ou talvez seja tão somente…
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Hortus conclusus I
Continuo a fotografar flores quase compulsivamente… mas é curioso lembrar-me agora que nunca achei particular graça a fotografias de flores. Enquanto focava umas coisinhas brancas minúsculas, que não teriam mais de cinco centímetros, penso que percebi o porquê! Os grandes planos que me fazem perder o contexto da flor assustam-me… As cores e as formas…
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Como inquietar as flores
Gosto de fotografar flores porque elas estão quietas. Não se mexem, não fecham os olhos, não movem inesperadamente a cara nem as mãos . Gosto de fotografá-las também porque são o laboratório possível, disponível, para as minhas experiências de controlo e de conhecimento da máquina fotográfica. E gosto de editá-las, de revelar as cores e…
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Respiro mais leve ainda

E, aqui dentro, o silêncio…E este espanto! e este medo! (Olavo Bilac, In extremis) Poema II Caminho leve respiro mais leve ainda Toco as pedras antigas o musgo molhado as rosas de inverno Sinto a chuva miúda quase névoa, quase pranto, correr as flores do limoeiro Não há ruído, não há silêncio e lá dentro,…
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Narrativas do insólito
No dia 6 de dezembro teve lugar no Centro de Literatura Portuguesa o lançamento do livro Vertentes teóricas e ficcionais do Insólito (Rio de Janeiro: Editora Caetés, 2012), da responsabilidade de Flavio García e Maria Cristina Batalha. Trata-se de um volume que reuniu os trabalhos apresentados no…
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Lights of rose

Poema I Prendo-me na cor. Enredo-me na textura. Procuro a exata medida entre a luz e a sombra. Interlúdio onde os teus lábios se desenham. Ana de Santa Cruz, Texturas, I.