Chave de casa: nosce te ipsum

Chave de casa: nosce te ipsum ou por que razão escolher a alegoria. *** Sem me levantar, pego a caixinha na mesa-de-cabeceira. Dentro dela, em meio a pó, bilhetes velhos, moedas e brincos, descansa a chave que ganhei do meu avô. Tome, ele disse, essa é a chave da casa onde morei na Turquia. Olhei-o […]

Read More Chave de casa: nosce te ipsum

Ut pictura fictio

*** [A Riqueza] Era uma mulher de luzidos olhos, prateada tez, dourados cabelos, vestia de tela de prata, e assim manto como roupa bordava de botões de ouro, gala que estudar-se-lhe o ser, fora injuria, a cabeça era um tesouro de joias, e quanto mais leve na consideração, mais capaz de fazia para o peso. […]

Read More Ut pictura fictio

Emblematica and fiction

*** (…) era em campo de ouro um Pelicano ferindo o peito sobre os tenros filhos, e ao pé dizia esta letra: ‘à custa de minha vida / sustento a de meus cuidados’. Francisco Rodrigues Lobo, Primavera (Floresta Nona) *** Num contexto cultural e artístico dominado pelo investimento em estruturas visuais de grande impacto, que […]

Read More Emblematica and fiction

A condição humana e a alegoria

Il est très rare qu’un homme puisse, comment dire? Accepter sa condition d’homme.  André Malraux, La condition humaine (1933) Falar da condição humana, falar do desconhecido e do que está para lá do entendimento, sempre foram condições favoráveis à utilização da alegoria, entendendo esta como um procedimento que permite ou exige que um enunciado tenha […]

Read More A condição humana e a alegoria

Fábula dos Planetas

***** Sunt bona, sunt quaedam mediocria, sunt mala plura Quae legis hic: aliter non fit, Avite, liber. (Marcial, Liv. II, Epigr. 16) Acabou de sair, editado pela conhecida Iberoamericana / Vervuet, o volume Del poder y sus críticos en el mundo ibérico del Siglo de Oro. Con contribuciones en portugués (Índice), com coordenação de Ignacio Arellano, Antonio […]

Read More Fábula dos Planetas