Categoria: Poesia
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Inquietude

Não não te mexas, não fales, não respires não sintas Fica quieta fica inteira E mesmo assim as horas hão de achar forma de soprar e de espalhar a inquietude de que és feita. Ana de Santa Cruz, Poema III, Fábulas.
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Noir

There’s no la vie en rose in film noir. João de Mancelos, Getting away with murder… Noir Estou de volta, disse. E alongou o corpo pela escada pela parede pelo chão. Voltaste. Sombra cal solta e amarela ferro gasto sem ilusão. Ana de Santa Cruz, Apólogos da sombra, I.
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O passion, my passion

Somos seres cheios de paixão. Walt Whitman O passion, my passion Hoje quero palavras em cascata em volutas em labirinto Palavras encadeadas sem arestas moldadas ao que sinto Palavras longas que passem rios e montes e toquem o teu rosto E te gritem encostadas aos teus olhos coladas nos teus lábios largadas no teu corpo…
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Respiro mais leve ainda

E, aqui dentro, o silêncio…E este espanto! e este medo! (Olavo Bilac, In extremis) Poema II Caminho leve respiro mais leve ainda Toco as pedras antigas o musgo molhado as rosas de inverno Sinto a chuva miúda quase névoa, quase pranto, correr as flores do limoeiro Não há ruído, não há silêncio e lá dentro,…
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Lights of rose

Poema I Prendo-me na cor. Enredo-me na textura. Procuro a exata medida entre a luz e a sombra. Interlúdio onde os teus lábios se desenham. Ana de Santa Cruz, Texturas, I.
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Sandra Bernardo – fotografia
Com que palavras falamos de uma imagem? Em que palavras nasce uma imagem? A página de Sandra Bernardo tem sido uma resposta à altura. Para o díptico a preto e branco escolheu o poema de José Gomes Ferreira, O nosso mundo é este. (…) O nosso mundo é este Suado de morte E não o…
