
Releio o romance dois rios (assim mesmo, com minúscula, como na capa do livro). Gostei ainda mais. É um romance muito bem escrito. Suponho que esta minha apreciação tenha a ver com o facto de ter lido mais devagar, sem lápis na mão, demorando-me em cada fragmento.
Trata-se da história bipartida de Joana e António, gémeos, com uma história de ruptura e separação depois da morte do pai e com uma mãe cada vez mais obcecada e compulsiva. E Marie-Ange. Por quem cada um, em partes distintas do romance, se apaixona. E Nonza, no Mediterrâneo, onde chegam e de onde partem, em momentos distintos de reflexão e vontade de mudança.
Vale a pena ler. Mesmo. A melopeia sofrida de A chave de casa é substituída por uma celebração da vivência interior, acompanhada de um acento lírico que faz da leitura quase a audição de uma partitura. Magnífico. Só é pena que tenha de escrever dois artigos sobre o assunto e não possa ficar por este encanto ainda recente. Mas tu podes!
Deixe um comentário